Vasculhando uns emails velhos encontrei esse bate-papo. Depois de tanto tempo, consegui me sentir melhor relendo esse lance. O SAGAZ já diz quem é o amigo!
Amigo diz:
Fala ae
Acho melhor vc continuar com saudades pq eu estou entrando no inferno astral pré-vestibular.
Agora eu sou chato, remusgão, briguento, xingo a mãe dos outros mais do que nunca, e não sei mais fazer piadas.
Eu digo:
ah... então vc continua o mesmo
inclusive nas piadas
nao vou mentir:
vc é péssimo
Amigo diz:
Sou nada, tenho umas fases muito boas. Só to meio fora de forma ultimamente
Eu digo:
fora de forma to eu!!
alias sempre tive ¬¬
Amigo diz:
Você não está fora de forma. Você é gordo.
Eu digo:
HAHAHAHA
vc é bom msm
Amigo diz:
pacarai
Na verdade é um plano, to tentando me livrar de todos os meus amigos, saca?
Eu digo:
vc tem amigos?
Amigo diz:
Tenho, são piadistas horríveis.
Eu digo:
eu sou seu amigo ou sou só um piadista horrivel?
Amigo diz:
Aí eu posso fazer amizade com várias putas, no sentido literal da palavra. Se eu estiver triste ganho uns boquetes, se elas estiverem alegres como algumas de graça.
Se alguma me encher o saco, dou uma navalhada e parto pra outra amizade mais construtiva.
Você é o ronaldo da minha vida, meio desastrado, meio fora de forma mas ainda faz uns gols do caralho.
Pode não parecer mas foi um elogio.
Eu digo:
gols do caralho deu essa sensação
Amigo diz:
Agora chore de emoção. E faça um filme sobre a beleza da amizade simples e desinteressada.
Ou faça um vídeo sobre o Ronaldo.
Ou me pague umas putas.
Eu digo:
posso publicar esse dialogo?
Amigo diz:
Até pode mas aí eu vou forjar um diálogo em que vc fica querendo me dar a bunda.
Eu digo:
pra vc?
Amigo diz:
O objetivo é a humilhação pública e não a coerência.
Eu digo:
ok.
Amigo diz:
E a diversão, lógico.
Entretenimento acima de tudo.
Eu digo:
Entretenimento Sagaz Siempre !!!
Amigo diz:
Pode publicar sim, pode até escrever nas paredes de banheiro se quiser ou fazer uma camiseta até mesmo colocar numa cápsula do tempo e mostrar pros netos depois.
Poucas pessoas conseguem mostrar beleza onde só há tragédia. Poucas pessoas conseguem me tocar onde mais me dói.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
about a boy
Parece que estou na fase de encontrar pessoas do passado. E isso está sendo bom!
Enfim, tentando montar uma linha de raciocínio, vou escrever (mesmo sabendo que no final nem eu vou entender o que eu escrevi...).
Faz alguns dias, estava passando num canal do cabo o filme Um Grande Garoto baseado no livro do "badaladinho" Nick Hornby. Bom, pra quem não conhece, o filme conta a história de um adulto que começa uma amizade caótica com um garoto. Ambos têm problemas de relacionamento. No fim, ambos se ajudam como era esperado.
Vendo o filme, lembrei que num momento caótico, eu tive um amigo como no filme.
Estávamos ambos numa fase caótica: eu, entrando em uma escola nova, estudando pro vestibular e me apaixonando da forma mais dolorida até então. Ele, sofrendo com o fato de não ser mais filho único, portanto ter que assumir a posição de "irmão mais velho", e com a iminência da mudança de estado (acho que a família iria pro Paraná).
Eu tinha meus amigos, da minha idade, e ele tinha os amigos da idade dele. Mas quando nos encontrávamos parecia que éramos da mesma idade. Um monte de piadas sem graça, caretas e reprovação de todos os outros à nossa volta. Principalmente do bibliotecário da escola, já que nosso ponto de encontro era a biblioteca. Muita gente dizia que éramos muito parecidos fisicamente, e depois de um tempo começamos a brincar que éramos irmãos de verdade. Era o mais próximo de que nossa relação chegava perto, irmandade. Eu com meus problemas, ele com os dele, quando juntos curtíamos, ele como reflexo da criança que eu estava abandonando, e eu como um modelo que ele buscava ser. Claro que isso de uma forma muito subjetiva e, talvez por isso mesmo, tão carinhosa, sem muito sentido.
Mesmo não tendo a mínima idéia de onde ele possa estar hoje, guardo um sentimento que tenho por poucas pessoas. Um carinho por alguém que fez parte de um momento muito importante na minha vida. E toda vez que eu me lembrar dessa época, vai me lembrar do meu primeiro vestibular, minha paixão que me fazia sofrer a toa, e o mais importante, vai me lembrar do meu “irmãozinho”, que deixava meus intervalos mais leves. E a cabeça do Carlão, o bibliotecário, fervendo.
Enfim, tentando montar uma linha de raciocínio, vou escrever (mesmo sabendo que no final nem eu vou entender o que eu escrevi...).
Faz alguns dias, estava passando num canal do cabo o filme Um Grande Garoto baseado no livro do "badaladinho" Nick Hornby. Bom, pra quem não conhece, o filme conta a história de um adulto que começa uma amizade caótica com um garoto. Ambos têm problemas de relacionamento. No fim, ambos se ajudam como era esperado.
Vendo o filme, lembrei que num momento caótico, eu tive um amigo como no filme.
Estávamos ambos numa fase caótica: eu, entrando em uma escola nova, estudando pro vestibular e me apaixonando da forma mais dolorida até então. Ele, sofrendo com o fato de não ser mais filho único, portanto ter que assumir a posição de "irmão mais velho", e com a iminência da mudança de estado (acho que a família iria pro Paraná).
Eu tinha meus amigos, da minha idade, e ele tinha os amigos da idade dele. Mas quando nos encontrávamos parecia que éramos da mesma idade. Um monte de piadas sem graça, caretas e reprovação de todos os outros à nossa volta. Principalmente do bibliotecário da escola, já que nosso ponto de encontro era a biblioteca. Muita gente dizia que éramos muito parecidos fisicamente, e depois de um tempo começamos a brincar que éramos irmãos de verdade. Era o mais próximo de que nossa relação chegava perto, irmandade. Eu com meus problemas, ele com os dele, quando juntos curtíamos, ele como reflexo da criança que eu estava abandonando, e eu como um modelo que ele buscava ser. Claro que isso de uma forma muito subjetiva e, talvez por isso mesmo, tão carinhosa, sem muito sentido.
Mesmo não tendo a mínima idéia de onde ele possa estar hoje, guardo um sentimento que tenho por poucas pessoas. Um carinho por alguém que fez parte de um momento muito importante na minha vida. E toda vez que eu me lembrar dessa época, vai me lembrar do meu primeiro vestibular, minha paixão que me fazia sofrer a toa, e o mais importante, vai me lembrar do meu “irmãozinho”, que deixava meus intervalos mais leves. E a cabeça do Carlão, o bibliotecário, fervendo.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Hoje
Hoje o dia foi uma droga...
Não tomei café de manhã. Passei o dia com três facas enfiadas na cabeça. Suando o dia inteiro. Um calor de matar. Sol... Sério, pra que tanto sol?
Jogo do Brasil contra Portugal. Eu estava com uma grande expectativa, mas pra variar o jogo foi uma droga. Pelo menos a Espanha ganhou.
Passei o dia com minha calça jeans mais larga que tudo (que me deixa parecendo um bêbado, ou pior, um ex-condenado), o cabelo sem pomada e camiseta de tecido sintético. (Pelo menos passei desodorante. Se tivesse esquecido, eu me mataria!)
Fora as várias cagadas durante o dia.
Enfim, cansado, melhor, morto, voltando pra casa, vejo um motociclista bêbado caindo com sua moto no meio da rua. Só faltava isso mesmo: ver alguém se fodendo...
Mas, depois de atravessar a rua, encontro uma professora (de ciências) que me deu aulas na 6º série do fundamental (ponha mais de uma década aí).
Eu lembrava seu nome (óbvio), mas ela também lembrava o meu (surpresa). Recebi um abraço apertado dela. Perguntou sobre mim e sobre os estudos, sobre como eu estava. Respondi a verdade. Mas o comentário dela depois de minha reposta foi o mais importante. Comentou alguma coisa sobre o passado dela e sobre a importância da fase que eu estou passando. Fechamos o encontro com mais um abraço, muito mais significante que o anterior (que não nego ter dado com certa hostilidade e educação, de quem encontra alguém que não vê faz muito tempo).
É engraçado como quando por algum motivo besta perdemos o foco, aparece alguém que nos faz sair de nossas vidas e olhar com distancia para nossas atitudes e nossos problemas, e acabamos vendo que isso é só uma parte. E que apesar de dolorida (sim, minha abstinência de cafeína é realmente dolorida) é uma parte de um todo.
Não tomei café de manhã. Passei o dia com três facas enfiadas na cabeça. Suando o dia inteiro. Um calor de matar. Sol... Sério, pra que tanto sol?
Jogo do Brasil contra Portugal. Eu estava com uma grande expectativa, mas pra variar o jogo foi uma droga. Pelo menos a Espanha ganhou.
Passei o dia com minha calça jeans mais larga que tudo (que me deixa parecendo um bêbado, ou pior, um ex-condenado), o cabelo sem pomada e camiseta de tecido sintético. (Pelo menos passei desodorante. Se tivesse esquecido, eu me mataria!)
Fora as várias cagadas durante o dia.
Enfim, cansado, melhor, morto, voltando pra casa, vejo um motociclista bêbado caindo com sua moto no meio da rua. Só faltava isso mesmo: ver alguém se fodendo...
Mas, depois de atravessar a rua, encontro uma professora (de ciências) que me deu aulas na 6º série do fundamental (ponha mais de uma década aí).
Eu lembrava seu nome (óbvio), mas ela também lembrava o meu (surpresa). Recebi um abraço apertado dela. Perguntou sobre mim e sobre os estudos, sobre como eu estava. Respondi a verdade. Mas o comentário dela depois de minha reposta foi o mais importante. Comentou alguma coisa sobre o passado dela e sobre a importância da fase que eu estou passando. Fechamos o encontro com mais um abraço, muito mais significante que o anterior (que não nego ter dado com certa hostilidade e educação, de quem encontra alguém que não vê faz muito tempo).
É engraçado como quando por algum motivo besta perdemos o foco, aparece alguém que nos faz sair de nossas vidas e olhar com distancia para nossas atitudes e nossos problemas, e acabamos vendo que isso é só uma parte. E que apesar de dolorida (sim, minha abstinência de cafeína é realmente dolorida) é uma parte de um todo.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
"É... Não queria constatar isso... Mas sua falta me faz bem" E desligou o telefone. Olhou pela janela de seu quarto a nuvem de insetos em volta da lâmpada avermelhada na ponta da vara de metal na ponta do poste de concreto.
Queria chorar. Pra se sentir menos mal. Pra fingir que sentia alguma coisa pelo ponto final de toda aquela história. Mas só sentiu alívio.
Tudo tem começo, meio e fim. E verbalizar foi o fim. Mas não só isso: Falar foi o grande ponto de virada. Quando finalmente o protagonista toma conta da narrativa. Quando a ação dele é que importa.
Era hora de agir.
E o melhor, sem o peso de ter que levar outras pessoas consigo. Quem realmente importava foi avisado. Quem realmente entendeu, olhou em seus olhos e disse: "Vá, faça o necessário, e depois, se puder volte".
Mas o que são 100 anos para quem ama de verdade?
Para se alcançar a pureza é necessário se sujar. Sujar suas roupas, sujar embaixo da unha. Sentir a sujeira se tornar parte de você. Sentir que você nunca mais voltará como foi. E não se preocupar com isso. O importante é a viagem, e não o destino. O importante é o processo, não só o resultado.
Os insetos continuavam voando. A cidade continuava viva. A música do vizinho continuava incomodando. Mas isso agora eram só detalhes. Coadjuvantes. O filme começava agora. Agora Ulisses sai rumo a Tróia. Agora Muhammad Ali levanta de sua maca, veste seu roupão e segue rumo ao ringue. Agora Jesus desce aos infernos. Agora Sidarta entra em reclusão. É o ultimo suspiro de paz. Antes da entrega à guerra.
Sensação de vazio e auto-preenchimento.
Nada importa, só você.
Nada vai estragar esse momento. Muito menos alguém.
E assim suspirou o vazio pela primeira vez. E talvez última. Pelo menos por um bom tempo.
Queria chorar. Pra se sentir menos mal. Pra fingir que sentia alguma coisa pelo ponto final de toda aquela história. Mas só sentiu alívio.
Tudo tem começo, meio e fim. E verbalizar foi o fim. Mas não só isso: Falar foi o grande ponto de virada. Quando finalmente o protagonista toma conta da narrativa. Quando a ação dele é que importa.
Era hora de agir.
E o melhor, sem o peso de ter que levar outras pessoas consigo. Quem realmente importava foi avisado. Quem realmente entendeu, olhou em seus olhos e disse: "Vá, faça o necessário, e depois, se puder volte".
Mas o que são 100 anos para quem ama de verdade?
Para se alcançar a pureza é necessário se sujar. Sujar suas roupas, sujar embaixo da unha. Sentir a sujeira se tornar parte de você. Sentir que você nunca mais voltará como foi. E não se preocupar com isso. O importante é a viagem, e não o destino. O importante é o processo, não só o resultado.
Os insetos continuavam voando. A cidade continuava viva. A música do vizinho continuava incomodando. Mas isso agora eram só detalhes. Coadjuvantes. O filme começava agora. Agora Ulisses sai rumo a Tróia. Agora Muhammad Ali levanta de sua maca, veste seu roupão e segue rumo ao ringue. Agora Jesus desce aos infernos. Agora Sidarta entra em reclusão. É o ultimo suspiro de paz. Antes da entrega à guerra.
Sensação de vazio e auto-preenchimento.
Nada importa, só você.
Nada vai estragar esse momento. Muito menos alguém.
E assim suspirou o vazio pela primeira vez. E talvez última. Pelo menos por um bom tempo.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
É engraçado como nos dias mais tristes o mundo fica mais bonito.
Hoje o poente de minha cidade estava esplendoroso. Nuvens entre o vermelho e o roxo, um céu escuro de pré-noite, estrelas já despontando. Toda descrição é inferior ao céu que presenciei.
Parece que o mundo quer nos falar "Olha! Nem todos seus probleminhas são motivos suficientes pra você sucumbir. Você pode se sentir grande, mas ainda é muito maior do que você acredita. E não são essas pessoas a sua volta que mudam o fato de você ser o que você realmente é. Aproveite o hoje."
Muitas informações me deixam confuso, mas não são essas informações que vão me derrubar.
É ruim ter que por certa prioridades em stand by, mas é necessário.
Agora não é tempo. Nem de prioridades, nem de projeções. É tempo de apagar. É a noite escura da alma.
Hoje o poente de minha cidade estava esplendoroso. Nuvens entre o vermelho e o roxo, um céu escuro de pré-noite, estrelas já despontando. Toda descrição é inferior ao céu que presenciei.
Parece que o mundo quer nos falar "Olha! Nem todos seus probleminhas são motivos suficientes pra você sucumbir. Você pode se sentir grande, mas ainda é muito maior do que você acredita. E não são essas pessoas a sua volta que mudam o fato de você ser o que você realmente é. Aproveite o hoje."
Muitas informações me deixam confuso, mas não são essas informações que vão me derrubar.
É ruim ter que por certa prioridades em stand by, mas é necessário.
Agora não é tempo. Nem de prioridades, nem de projeções. É tempo de apagar. É a noite escura da alma.
sexta-feira, 5 de março de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
"Não serão as guerras, a violência, os transgênicos, nem os gays, como quer nossa alarmista e conservadora sociedade, os exterminadores da humanidade. A solidão e a nostalgia advindas da segunda metade do sec XX, e que estão adentrando o XXI, nos extirparão. Tornamo-nos indivíduos melancólicos, isolados uns dos outros pelas barreiras virtuais, pelas "diversões eletrônicas e máquinas digitais" - da rua e domésticas- numa falsa impressão de participação, integração, enfim, presentificação, condenados a ser esquecidos, ao menor titubeio, a embolorar numa prateleira, feito Visconde de Sabugosa."
Josette Monzani
"Olhar: Cinema" (2006)
Josette Monzani
"Olhar: Cinema" (2006)
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