Mais uma vez me peguei falando do passado.
Do tempo em que o tempo não importava. Éramos eternos.
Nossos corpos eram perfeitos, mas nossas mentes inexperientes.
Sonhávamos com coisas grandes, e acreditávamos que tudo estava em nossas mãos. Só em nossas mãos.
Nos apaixonávamos com mais frequência, e com maior intensidade.
Ouvíamos Beatles e nos sentíamos como filhos da terra-mãe.
Sujávamos os pés, riamos de coisas bobas, e cantávamos Legião em rodas de violão.
Nós até gostávamos de rodas de violão. Gostávamos de sentir nossas mãos se tocarem.
Hoje, a distancia, o tempo, ou mesmo a apatia não nos deixa nos encontrarmos só mais uma vez.
Vergonha de coisas que não fizemos.
Ou seria medo de mostrarmos o que nos tornamos?
Talvez ninguém tenha planejado, ou mesmo imaginado, nosso presente, mas mesmo assim temos vergonha do que somos hoje.
Mas tudo que somos hoje não devemos ao ontem?
Nossos sonhos destruíram nossos futuros. E nossos pudores prenderam nossos prazeres mais instintivos para todo o sempre.
Nada tem o mesmo sabor de antes. Muito mesmo o perfume que tinha.
Ah se eu pudesse falar tudo que ficou engasgado. Mas além de ser tarde, nem me lembro muito bem do que eu queria dizer. Pra quem, eu lembro. Mas isso já não faz tanta importância.
Como fazer o novo com tanta coisa ainda por resolver?
Mas elas nunca vão se resolver.
Esqueça isso tudo, e pé na tábua!
Do tempo em que o tempo não importava. Éramos eternos.
Nossos corpos eram perfeitos, mas nossas mentes inexperientes.
Sonhávamos com coisas grandes, e acreditávamos que tudo estava em nossas mãos. Só em nossas mãos.
Nos apaixonávamos com mais frequência, e com maior intensidade.
Ouvíamos Beatles e nos sentíamos como filhos da terra-mãe.
Sujávamos os pés, riamos de coisas bobas, e cantávamos Legião em rodas de violão.
Nós até gostávamos de rodas de violão. Gostávamos de sentir nossas mãos se tocarem.
Hoje, a distancia, o tempo, ou mesmo a apatia não nos deixa nos encontrarmos só mais uma vez.
Vergonha de coisas que não fizemos.
Ou seria medo de mostrarmos o que nos tornamos?
Talvez ninguém tenha planejado, ou mesmo imaginado, nosso presente, mas mesmo assim temos vergonha do que somos hoje.
Mas tudo que somos hoje não devemos ao ontem?
Nossos sonhos destruíram nossos futuros. E nossos pudores prenderam nossos prazeres mais instintivos para todo o sempre.
Nada tem o mesmo sabor de antes. Muito mesmo o perfume que tinha.
Ah se eu pudesse falar tudo que ficou engasgado. Mas além de ser tarde, nem me lembro muito bem do que eu queria dizer. Pra quem, eu lembro. Mas isso já não faz tanta importância.
Como fazer o novo com tanta coisa ainda por resolver?
Mas elas nunca vão se resolver.
Esqueça isso tudo, e pé na tábua!