terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Não serão as guerras, a violência, os transgênicos, nem os gays, como quer nossa alarmista e conservadora sociedade, os exterminadores da humanidade. A solidão e a nostalgia advindas da segunda metade do sec XX, e que estão adentrando o XXI, nos extirparão. Tornamo-nos indivíduos melancólicos, isolados uns dos outros pelas barreiras virtuais, pelas "diversões eletrônicas e máquinas digitais" - da rua e domésticas- numa falsa impressão de participação, integração, enfim, presentificação, condenados a ser esquecidos, ao menor titubeio, a embolorar numa prateleira, feito Visconde de Sabugosa."
Josette Monzani
"Olhar: Cinema" (2006)

domingo, 29 de novembro de 2009

Mais uma vez me peguei falando do passado.
Do tempo em que o tempo não importava. Éramos eternos.
Nossos corpos eram perfeitos, mas nossas mentes inexperientes.
Sonhávamos com coisas grandes, e acreditavamos que tudo estava em nossas mãos. Só em nossoas mãos.
Nos apaixonávamos com mais frequência, e com maior intensidade.
Ouviamos Beatles e nos sentíamos como filhos da terra-mãe.
Sujávamos os pés, riamos de coisas bobas, e cantavamos Legião em rodas de violão.
Nós até gostávamos de rodas de violão. Gostávamos de sentir nossas mãos se tocarem.
Hoje, a distancia, o tempo, ou mesmo a apatia não nos deixa nos encontrarmos só mais uma vez.
Vergonha de coisas que não fizemos.
Ou seria medo de mostrarmos o que nos tornamos?
Talvez ninguém tenha planejado, ou mesmo imaginado, nosso presente, mas mesmo assim temos vergonha do que somos hoje.
Mas tudo que somos hoje não devemos ao ontem?
Nossos sonhos destruiram nossos futuros. E nossos pudores prenderam nossos prazeres mais instintivos para todo o sempre.
Nada tem o mesmo sabor de antes. Muito mesmo o perfume que tinha.
Ah se eu podesse falar todo que ficou engasgado. Mas além de ser tarde, nem me lembro muito bem do que eu queria dizer. Pra quem eu lembro. Mas isso já não faz tanta importancia.
Como fazer o novo com tanta coisa ainda por resolver?
Mas elas nunca vão se resolver.
Esqueça isso tudo, e pé na tábua!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009


Tem dias que tudo parece dar certo.
Mas as coisas simplesmente não rolam...e tudo vai pro espaço...
Até mesmo certos pudores são postos a prova. Nada que desfaça suas limitações, mas faz optar por posições nunca antes tomadas.
(ODEIO USAR A PRIMEIRA PESSOA, MAS NÃO TENHO OUTRA OPÇÃO!) Tenho vontade de jogar tudo pra trás. Colocar tudo em uma mala bem grande e arremessá-la de um grande escada que dá num porão sem luz. Mas sempre que tento colocar a mão nas coisas que rejeito, elas gritam pra mim, e tudo que consigo fazer é ficar olhando pra elas enquanto elas respiram ofegantes.
Meu silêncio deixam elas calmas, até eu por a mão nelas denovo. E tudo começa outra vez.
2009 não foi um ano bom...
Há, isso até me lembra o nome do meu livro favorito: "1933 Foi Um Ano Ruim".
Todos temos perdas.
As perdas desse ano vão doer mais alguns anos pra mim.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Não gosto de por música mas essa faz sentido...

In My Life
John Lennon e Paul Mc Cartney

There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I've loved them all.

But of all these friends and lovers,
There is no one compares with you,
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new.

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before,
I know I'll often stop and think about them,
In my life I'll love you more.

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before,
I know I'll often stop and think about them,
In my life I'll love you more.
In my life I'll love you more.
"Não há nada mais estranho e melindroso do que a relação de pessoas que só se conhecem de vista - que se encontram e se observam diariamente, ou mesmo a toda hora, sem um cumprimento, sem uma palavra, forçadas a manter uma aparente indiferença de desconhecidos, por imposição dos custumes, ou por capricho pessoal. Há entre elas inquietação e curiosidade exacerbada, a histeria de uma necessidade insatisfeita, artificialmente reprimida, de travar conhecimento e comunicar-se, e também, sobretudo, uma espécia de respeito carregado de tensão. Pois o ser humano ama e respeira seus semalhantes enquanto não tem condições de julgá-los e o desejo é produto de um conhecimento imperfeito.”
Thomas Mann "Morte em Veneza"

quarta-feira, 2 de setembro de 2009



Meu passado presente.

Tive e tenho azia por toda minha vida.
Segundo minha mãe sou descendente de uma antiga raça de Homens-Dragões, e isso é a causa de toda essa azia.
Segundo ela, meu avô sofria do mesmo mal, e por causa disso ele era proibido de tomar qualquer tipo de bebida que contivesse alcool, com o perigo da reação do seu organismo com o alcool fazê-lo "cuspir" fogo. Ainda segundo ela, meus ancestrais tinham partes do corpo (como a omoplata, e as partes dobraveis, os joelhos e cotovelos.) cobertas com escamas muito resistentes. Isso me faz lembrar de que sempre que via meu avô, ele estava de calças compridas e de paletó ou outra peça de mangas compridas.
Minha mãe comentou que, com o cruzamento da nossa Linhagem com os humanos, essas caracteristicas foram se enfraquecendo, essa enfraquecimento tambem causado pelo convivio com humanos.
Eu, assim como minha mãe, acredito que, com o tempo e com treinamentos diários, conseguirei controlar minhas habilidades e com isso poderei voltar as minhas origens genéticas, procurando mulheres que tenham o útero "forte" para gerar descendentes da Linhagem.
Explico agora: Os genes são passados de pai pra filho, no cromossomo Y, assim como a Hipertricose Auricular. Portanto, o importante é só a "força" da mãe. Vale ressaltar que as filhas dos Homens-Dragões são beneficiadas geneticamente (são mais fortes, resistentes, e inteligentes) não não carregam nem os genes nem as caracteristicas dos membros homens da Linhagem.