Mais uma vez, André perguntou pra sua mãe se estavam chegando.
- Tamo quase lá!
As vacas já eram todas iguais no mesmo interminável pasto.
Sua língua estava seca. Já não tinha mais graça ficar de boca aberta na janela. O rádio tocava uma fita dos Mamonas Assassinas.
Já com o saco cheio, deitou-se no banco de trás e começou a olhar o tecido do teto do carro:
Era velho, de couro, todo cheio de buraquinhos.
Teve uma estranha sensação de profundidade que o fez esticar o braço e tocar no tecido.
A sensação continuou, mas pelo menos tinha certeza que as coisas estavam em seu lugar.
Ficou ainda um tempo observando as nuvens no céu.
Levando e esticou as pernas no banco, encostando as costas no vidro lateral. A luz do sol batia em sua nuca e os raios solares chegavam os dedos de seu pé.
Nenhum comentário:
Postar um comentário